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31 de agosto de 2013

O que é bom é... português (4)

Escusado será dizer que até o mais inculto dos incultos o conhece (pelo menos ouviu falar). Quem nunca passou pelo Chiado e não o "viu" sentado na esplanada "A Brasileira", quem nunca se sentou ao seu lado e tirou uma foto na sua companhia?

Fernando António Nogueira Pessoa nasceu em 1888 e faleceu em 1935. É considerado um dos maiores poetas da Língua Portuguesa e Literatura Universal.
Por ter sido criado na África do Sul, desde os seus seis anos, falava e escrevia fluentemente inglês, língua em que escreveu poesia e prosa desde muito cedo, tendo sido publicadas três das suas obras nesta língua. 
Ao longo da sua curta vida trabalhou em várias firmas comerciais de Lisboa como correspondente de língua inglesa e francesa. Foi também empresário, editor, crítico literário, jornalista, comentador político, tradutor, inventor e publicitário. 
Durante o mesmo período de tempo produziu a sua obra literária em verso e em prosa. Como poeta, dividiu-se em múltiplas personalidades (heterónimos), sendo as mais conhecidas: Álvaro Campos, Ricardo Reis e Alberto Caeiro. Fernando Pessoa auto-denominou-se um "drama de gente".
Fernando Pessoa foi também marcado pela poesia musical e subjectiva, voltada essencialmente para a metalinguagem e os temas relativos ao seu país. Como exemplo destes temas, a principal obra literária do poeta, "Mensagem", alude ao sebastianismo e a outras personagens históricas portuguesas, através de uma colectânea de poemas. "Mensagem"  foi o único livro de Fernando Pessoa, enquanto ortónimo, editado e publicado em língua portuguesa durante a sua vida. 

Para os apaixonados por este poeta, é possível visitar a Casa de Fernando Pessoa, na Rua Coelho Rocha, nº16, Campo de Ourique, Lisboa. Foi inaugurada em 1993, tendo sido concebida como um centro cultural destinado a homenagear Fernando Pessoa e a sua memória na cidade onde viveu e no bairro onde passou os seus últimos quinze anos. Possui um auditório, jardim, salas de exposição, objectos de arte, uma biblioteca exclusivamente dedicada à poesia, além de uma parte do espólio do poeta.


O poeta é um fingidor.

Finge tão completamente
Que chega a fingir que é dor
A dor que deveras sente.>>>
Fernando Pessoa; Autopsicografia; 27 de Novembro de 1930




Curiosidade: Sabia que... Pessoa foi também astrólogo? ... se interessava pelo ocultismo e misticismo ? ... foi iniciado nos primeiros três graus menores da Ordem dos Templários de Portugal? ... esteve implícito na encenação do suicídio do seu amigo poeta Aleiter Crowley na Boca do inferno, gerando grande aparato policial a nível europeu e da comunicação social, apenas como objectivo a redacção de um "romance policial", o qual se ficou por várias dezenas de páginas.

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